sábado, 10 de maio de 2008
Cansei!
Já chegou a indignação? Primeiramente né, um belo sábado, todo mundo que sair, e você pensa: Ah por quê não? O problema de sair aqui, é que você esta em casa quer sair, você sai que voltar pra casa. E tendo festa em São Gonçalo, festa em Varginha em Campanha. Por que diabos eu tenho que ficar aqui nessa cidade horrorosa e maldita? Bem que eu queria ir pra casa ficar lendo, seria muito mais lucro. Mais não eu prefiro ser burro e fuder o meu final de semana saindo pra ver dementes acharem que beber pra raio e legal, ou então que arrumar briga e o maximo ou então ver meninas de doze anos querendo pegar tudo e todos. Aff.,. Quer saber eu estou velho! Sim eu estou velho. Porque eu já tenho mais de vinte anos e me preocupo com o futuro, e olho e me lembro que quando tinha quinze olhava pra galera mais velha e pensava. Putiz não quero ser assim! O problema e que não sou como eles, mas todos a minha volta são! Pela mor... Eu devo ser estranho, extraterreste ou deve ter algo muito errado comigo biologicamente. Eu me sinto estranho! Eu sei que muita gente se familiariza com esse sentimento... Ah! Mas vou te falar viu, parece que a cada geração fica pior... Creu num devia ser creu devia ser CREDO!
Reviver poderia ser muito mais do que lembrar.

Nostalgia pra mim é a palavra pseudo-intelectual para saudade de um certo tempo. É que andei meio assim sempre, me lembro da infância quando eu, Rogério e a Valéria, com os quais nem tenho contato mais, esse povo muda pra Brasília e quando eles vêm eu não estou pra recebê-los, coisas assim acontecem pra gente não se perdoar...
Quando a gente era criança, morava na mesma rua, quando a gente mudou, nós mudamos pra mesma cidade. Quando a gente ia pra escola juntos ninguém queria levar a gente, quando a gente se reunia no play do prédio alguém do grupo tinha que vigiar. E todo dia parecia que aparecia mais um pra completar o time. Morávamos eu e mais uma creche no prédio perto da Unincor, no prédio cujo meu quarto tinha um papel de parede cheio de estrelas, e quando eu tava triste me mandavam pro quarto e apagavam a luz. E eu achava o máximo ficar vendo aquilo. Estrelas no teto todo, e na janela quando se olhava pra ela. Por que o céu de minas e um dos melhores que já vi, mas a saudade não e disso... A saudade era da tranqüilidade que tinha sair da escola a tarde andar pelo Jardim America e ver a cor do céu vermelho, pra quem faz pintura a óleo seria um tom quase de Vermelho Chinês. Pôr do sol tava ali pra lembra que se tinha acabado mais um dia, e pra lembrar de pensar num momento de contemplar e de como tinha sido bonito o dia. Como o verde se misturava a luz e sombra e aquele calor que somente o sol do final de tarde tem de aquecer a sua pele quase que com ternura... As tardes, eu me lembro que tudo que eu queria fazer era fazer faculdade ali perto de casa. Onde tudo é confortável, cômodo éetranqüilo. De onde eu sei mais do que de cor o caminho de ida e de volta, mas isso foi antes de eu me mudar. Mudar-me pra amaldiçoar tudo e todos, mas agora que eu voltei, parece que retiram tudo. E eu ainda estou procurando aquela paz que tinha de voltar do colégio. Ainda estou procurando aquela tarde de quase todo dia conhecer gente que eu não conhecia. Uma menina, outra e outra, e umas se iam outras viam, aquelas tardes de se brincar na rua nas arvores... Afinal que não sente saudade da infância. Por que acho que se existe um céu é realmente na infância. Eu ainda vou procurar onde foi parar toda aquela vida alegria. Aquele cheiro de perfume, aquela energia, aquele amor todo que eu tinha pela vida. Na época em que eu não me arrependia de nada. Porque eu voltei pra casa, só que eu não reconheço e nem me familiarizo mais com nada. E os tão sonhados corredores que eu queria freqüentar. Deles hoje tenho medo. E parece que toda a meu desejo e idealização estão vagando perdidos. E junto com eles estão a falta que as minhas amigas fazem nos finais de semana, que era sempre bom ter um filme a menos que eu não ia mais precisar ver, ou então conversas as quais eu iria esquecer, mas que a Aninha com certeza, quando eu menos esperar ira me lembrar. Ou aquela preocupação de acorda cedo pra ir na casa da Daliane, não esquecendo de tentar convencer os pais dela que eu não como mais do que cinco pratos nem por decreto. Alias das três que mais sinto falta. De tudo e todos, que me fazem falta e nessas horas que eu tenho vontade de deixar minha conta de telefone mais cara.
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